sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tabela de riscos ocupacionais

 
 
 
 
 
 
 
 
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.


GRUPO 1
VERDE

GRUPO 2
VERMELHO

GRUPO 3
MARROM

GRUPO 4
AMARELO

GRUPO 5
AZUL
RISCOS
FÍSICOS
RISCOS
QUÍMICOS
RISCOS
BIOLÓGICOS
RISCOS
ERGONÔMICOS
RISCOS DE
ACIDENTES
Ruído
Poeira
Vírus
Esforço físico intenso
Arranjo físico
Inadequado
Vibração
Fumos
Bactérias
Levantamento e
Transporte manual de peso
Máquinas e equipamentos sem proteção
Radiações ionizantes
Névoas
Protozoários
Exigência de postura
Inadequada
Ferramenta inadequada ou defeituosa
Radiações
Não-ionizantes
Neblinas
Fungos
Controle rígido de produtividade
Iluminação inadequada
Frio
Gases
Parasitas
Imposição de ritmos excessivos
Eletricidades
Calor
Vapores
Bacilos
Trabalho em turno e noturno
Probabilidade de incêndio ou explosão
Pressões anormais
Substância, composto ou produto químico em geral
Jornadas de trabalho prolongadas
Armazenamento inadequado
Umidade
Monotonia e repetividade
Animais peçonhentos
Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico
Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes

Sestr: Tabela de riscos ocupacionais

Sestr: Tabela de riscos ocupacionais: Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua naturez...

Como prevenir acidentes com cobras



Chamamos de peçonhentos todos os animais que possuem veneno e que podem inoculá-lo, prejudicando a saúde do homem.
Entre os animais peçonhentos mais perigosos estão as cobras. As picadas atingem 80% as partes do corpo localizadas abaixo dos joelhos e 19% atingem mãos e antebraços.

Serpentes de maior importância no Brasil

As serpentes peçonhentas são responsáveis por muitos acidentes em nosso país. Podem, de acordo com a quantidade de veneno introduzido, matar ou incapacitar o acidentado, quando não
socorrido em tempo hábil e tratado de forma correta com a aplicação dos soros apropriados. As
vítimas mais comuns são trabalhadores rurais.Veja a seguir os tipos de serpentes e como vivem.

Jararacas (gênero Bothrops)

São as serpentes responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos registrados no país. 'Também conhecidas por "jararacuçu", "urutu", "jararaca do rabo branco", "cotiara", "caicaca",
surucucurana","patrona","jararaca-pintada","preguiçosa" e outros.




Características: Coloração variada com padrão de desenhos semelhantes a um ''V'' invertido. Corpo fino medindo aproximadamente um metro de comprimento. Possui fosseta loreal (orifício localizado entre o olho e a narina). A cauda é lisa e afilada.
Habitat: É encontrada principalmente nas zonas rurais e periferia de grandes cidades, em lugares úmidos e em que haja roedores (paióis, celeiros, depósitos de lenha etc.).
Distribuição geográfica: Encontrada em todo o território brasileiro.
Sintomas após a picada: Dor, inchaço e manchas arroxeadas na região da picada. Pode haver sangramento no local, e em outras partes do corpo, como nas gengivas, ferimentos recentes e urina. É possível haver complicações, como infecção e morte do tecido (necrose) no local picado. Nos casos mais graves, os rins param de funcionar.
Tipo de soro: Antibotrópico ou antibotrópico-laquético.
Surucucu (gênero Lachesis)

Responsável por cerca de 1,5% dos acidentes ofídios registrados no país. Também é conhecida por ''surucucu pico de jaca'', ''surucutinga'', ''malha-de-fogo'' e outros.




Características: É a maior das serpentes peçonhentas das Américas, medindo até 3,5. Possui fosseta loreal. As escamas da parte final da cauda são arrepiadas, com ponta lisa.
Habitat: Florestas densas.
Distribuição geográfica: Encontrada na Amazônia e nas florestas da mata Atlântica, do estado do Rio de Janeiro ao nordeste.
Sintomas após a picada: Dor e inchaço no local; semelhante à picada da jararaca. Pode haver sangramentos, vômitos, diarreia e queda da pressão arterial.
Tipo de soro: Antilaquético ou antibotrópico-laquético.

Cascavel (gênero Crotalus)

É responsável por 8% dos acidentes ofídicos registrados no país. Também é conhecida por ''maraboia'', ''boicininga'', ''boiquira'', ''maracá'' e outros.
Características: Coloração: marrom-amarelada e corpo robusto, medindo aproximadamente um metro. Possui fosseta loreal e apresenta caracteristicamente chocalho ou guizo na cauda. Não tem por hábito atacar e, quando ameaçada, começa a balançar a cauda, emitindo o ruído do chocalho ou guizo.
Habitat: Campos abertos, áreas secas, arenosas ou pedregosas. Encontrada em algumas plantações, como café e cana.
Distribuição geográfica: Encontrada em quase todo o território brasileiro, com exceção da floresta amazônica (apesar de já ter sido relatada a presença em locais de campos abertos), zona da mata atlântica e regiões litorâneas.
Sintomas após a picada: No local quase não há alterações. A vítima apresenta visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver dor muscular e a urina torná-se escura algumas horas depois do acidente. O risco de afetar os rins é maior do que nos acidentes com jararaca.
Tipo de soro: Anticrotálico.

Coral (gênero Micrurus)

É responsável por cerca de 0,5% dos acidentes ofídicos registrados no país. Também conhecida por ''coral verdadeira'', 'ibiboboca'', ''boicorá'' e outros.
Características: São serpentes de pequeno e médio porte, com tamanho em torno de um metro. Não possuem fosseta loreal. Seu corpo é coberto por anéis vermelhos, pretos, brancos ou amarelos. Na região amazônica existem algumas espécies com padrão diferente, como, por exemplo, branco-e-preto. É importante prestar bastante atenção nas cores da coral. Em todo o país existem serpentes não venenosas com coloração semelhante a das corais verdadeiras: são as falsas-corais.
Habitat: Vivem no solo sob folhagens, buracos, entre raízes de árvores, ambientes florestais e próximo de água.
Distribuição geográfica: Encontradas em todo o território brasileiro.
Sintomas após a picada: No local da picada não se observa alteração importante, porém a vítima apresenta visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver aumento na salivação e insuficiência respiratória.
Tipo de soro: Antielapídico.

Como prevenir acidentes

Antes de mais nada é importante saber que, conforme disposto na norma regulamentadora 31.20, aprovada através da portaria n°86, de 3/3/2005, do ministério do trabalho, o empregador rural ou equiparado é obrigado a fornecer gratuitamente aos empregados equipamento de proteção individual (proteção para os pés, pernas, braços, mãos e outros). Leia com atenção as dicas para evitar acidentes com serpentes peçonhentas:

Use sempre botas de cano alto ou botinas com perneiras, bem como luvas de raspa de couro e/ou mangas de proteção nas atividades que ofereçam riscos para os braços e mãos.

É importante saber que:

O uso de botas pode evitar 80% dos acidentes e o uso de sapatos comuns pode evitar até 30% dos acidentes.

Para evitar a presença das serpentes nas proximidades da residência, é importante realizar a limpeza das áreas ao redor da casa, paiol ou plantação, eliminando montes de entulho, acumulo de lixo ou de folhagens secas e alimentos espalhados no ambiente. Estas medidas evitam a aproximação de ratos, pois, como se sabe, são o principal alimento das serpentes.

Sempre que for remexer em buracos, folhas secas, vãos de pedras, ocos de troncos ou caminhar pelos campos, use um pedaço de pau ou graveto. Eles ajudam a evitar acidentes.

Não se deve segurar as serpentes com as mãos. Mesmo quando mortas, suas presas continuam sendo um risco de envenenamento.

Medidas a serem tomadas em caso de acidentes
  • Não amarre o braço ou perna acidentada. O torniquete, ou garrote dificulta a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena e não impede que o veneno seja absorvido.
  • Não adianta chupar o local da picada. É impossível retirar o veneno do corpo, pois ele entra imediatamente na corrente sanguínea. A sucção pode piorar as condições do local atingido.
  • Não coloque folhas, querosene, pó de café, terra, fezes e outras substâncias no local da picada, pois elas não impedem que o veneno vá para o sangue. Ao contrário, podem provocar uma infecção, assim como os cortes.
  • Evite que o acidentado beba querosene, álcool e outras substâncias tóxicas que, além de não neutralizarem a ação do veneno, podem causar intoxicação.
  • Mantenha o acidentado deitado, em repouso, com a parte atingida em posição mais elevada, evitando que ele ande ou corra.
  • Retire anéis, pulseiras ou qualquer outro objeto que possa impedir a circulação do sangue.
  • Leve imediatamente o acidentado ao serviço de saúde, para que ele receba soro e atendimento adequados.
  • O soro, quando indicado, deve ser aplicado o mais breve possível e em quantidade suficiente, por profissional habilitado. Deve ser específico para a serpente que o picou. Ex.: o soro antibotrópico para picadas de jararaca não é eficaz para picadas de cascavel (deve ser o soro anticrotálico) ou de coral (soro antielapídico).

Sestr: Como prevenir acidentes com cobras

Sestr: Como prevenir acidentes com cobras: Chamamos de peçonhentos todos os animais que possuem veneno e que podem inoculá-lo, prejudicando a saúde do homem. Entre os animais peçonhe...

Tríplice lavagem de embalagens de agrotóxicos

Tríplice lavagem de embalagens de agrotóxicos


Trata-se da prática de efetuar a lavagem da embalagem do agrotóxico após o seu esvaziamento, realizando esse procedimento por três vezes repetidas. Depois da lavagem é necessário que as embalagens tenham um destino final correto.

Por que dar um destino correto para as embalagens?

O principal motivo para dar destinação final correta para as embalagens vazias de agrotóxicos é diminuir o risco de saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. Como a maioria das embalagens é lavável, é fundamental a prática da lavagem para a devolução e destinação final correta.

O que o agricultor deve fazer após usar as embalagens?

O agricultor deve preparar as embalagens vazias para devolvê-las nas unidades de recebimento, considerando que cada tipo de embalagem deve receber tratamento diferente:

Tríplice Lavagem

1. Esvaziar totalmente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador;
2. Adicionar água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
3. Tampar bem a embalagem e agitar por 30 segundos;
4. Despejar a água da lavagem no tanque do pulverizador.
5. Inutilizar a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo;
6. Armazenar em local apropriado até o momento da devolução.







          

Lavagem Pressão

1. Após o esvaziamento, encaixar a embalagem no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
2. Aclonar o mecanismo para liberar o jato de água limpa;
3. Direcionar o jato de água para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos;
4. A água de lavagem dever ser transferida para o interior do tanque do pulverizador;
5. Inutilizar a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo;
6. Armazenar em local apropriado até o momento da devolução.

Quando e onde as embalagens vazias devem ser devolvidas pelo agricultor?

Quando?As embalagens vazias devem ser devolvidas juntas com suas tampas e rótulos quando o agricultor reunir uma quantidade que justifique o transporte.
O agricultor tem o prazo de até 1 ano depois de compra para devolver as embalagens vazias. Se sobrar produto na embalagem, poderá devolvê-la até 6 meses após o vencimento.

Onde?

O agricultor deve devolver as embalagens vazias na unidade de recebimento indicada pelo Revendedor no corpo da Nota Fiscal.

Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural

 
-SESTR-

31.6.1 O SESTR, composto por profissionais especializados, consiste em um serviço destinado ao desenvolvimento de ações técnicas, integradas às práticas de gestão de segurança, saúde e meio ambiente de trabalho, para tornar o ambiente de trabalho compatível com a promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural.

31.6.2 São atribuições do SESTR:

a) assessorar tecnicamente os empregadores e trabalhadores;

b) promover e desenvolver atividades educativas em saúde e segurança para todos os trabalhadores;

c) identificar e avaliar os riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores em todas as fases do processo de produção, com a participação dos envolvidos;

d) indicar medidas de eliminação, controle ou redução dos riscos, priorizando a proteção coletiva;

e) monitorar periodicamente a eficácia das medidas adotadas;

f) analisar as causas dos agravos relacionados ao trabalho e indicar as medidas corretivas e preventivas pertinentes;

g) participar dos processos de concepção e alterações dos postos de trabalho, escolha de equipamentos, tecnologias, métodos de produção e organização do trabalho, para promover a adaptação do trabalho ao homem;

h) intervir imediatamente nas condições de trabalho que estejam associadas a graves e iminentes riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores;

i) estar integrado com a CIPATR, valendo-se, ao máximo, de suas observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la nas suas necessidades e solicitações;

j) manter registros atualizados referentes a avaliações das condições de trabalho, indicadores de saúde dos trabalhadores, acidentes e doenças do trabalho e ações desenvolvidas pelo SESTR.

31.6.3 Cabe aos empregadores rurais ou equiparados proporcionar os meios e recursos necessários para o cumprimento dos objetos e atribuições dos SESTR.

31.6.3.1 Os empregadores rurais ou equiparados devem constituir uma das seguintes modalidades de SESTR:

a) Próprio - quando os profissionais especializados mantiverem vínculo empregatício;

b) Externo - quando o empregador rural ou equiparado contar com consultoria externa dos profissionais especializados;

c) Coletivo - quando um segmento empresarial ou econômico coletivizar a contratação dos profissionais especializados.

31.6.4 O SESTR deverá ser composto pelos seguintes profissionais legalmente habilitados:

a) de nível superior:

1. Engenheiro de Segurança do Trabalho;

2. Médico do Trabalho;

3. Enfermeiro do Trabalho.

b) de nível médio:

1. Técnico de Segurança do Trabalho

2. Auxiliar de Enfermagem do Trabalho

31.6.4.1 A inclusão de outros profissionais especializados será estabelecida em acordo ou convenção coletiva.

31.6.5 O dimensionamento do SESTR vincula-se ao número de empregados do estabelecimento.

31.6.5.1 Sempre que um empregador rural ou equiparado proceder à contratação de trabalhadores, por prazo determinado, que atinja o número mínimo exigido nesta Norma Regulamentadora para a constituição de SESTR, deve contratar SESTR Próprio ou Externo (Coletivo) durante o período de vigência da contratação.

31.6.6 O estabelecimento com mais de dez até cinqüenta empregados fica dispensado de constituir SESTR, desde que o empregador rural ou preposto tenha formação sobre prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, necessária ao cumprimento dos objetivos desta Norma Regulamentadora.

31.6.6.1 O não atendimento ao disposto no subitem 31.6.6 obriga o empregador rural ou equiparado a contratar um técnico de segurança do trabalho ou SESTR Externo, observado o disposto no subitem 31.6.12 desta NR.

31.6.6.2 A capacitação prevista no subitem 31.6.6 deve atender, no que couber, ao conteúdo estabelecido no subitem 31.7.20.1 desta Norma Regulamentadora.

31.6.7 Será obrigatória a constituição de SESTR, Próprio ou Externo, para os estabelecimentos com mais de cinqüenta empregados.

31.6.8 Do SESTR Externo

31.6.8.1 Para fins de credenciamento junto a unidade regional do Ministério do Trabalho e Emprego, o SESTR Externo deverá:

a) ser organizado por instituição ou possuir personalidade jurídica própria;

b) exercer exclusivamente atividades de prestação de serviços em segurança e saúde no trabalho;

c) apresentar a relação dos profissionais que compõem o SESTR.

31.6.8.2 O SESTR Externo deverá comunicar à autoridade regional competente do MTE no prazo de quinze dias da data da efetivação do contrato, a identificação dos empregadores rurais ou equiparados para os quais prestará serviços.

31.6.8.3 A autoridade regional competente do MTE, no prazo de trinta dias, avaliará, ouvida a CPRR, sem prejuízo dos serviços, neste período, a compatibilidade entre a capacidade instalada e o número de contratados.

31.6.8.4 O SESTR Externo poderá ser descredenciado pela autoridade regional do MTE competente, ouvida a CPRR, sempre que os serviços não atenderem aos critérios estabelecidos nesta Norma Regulamentadora.

31.6.8.5 Os empregadores rurais ou equiparados que contratarem SESTR Externo devem manter à disposição da fiscalização, em todos os seus estabelecimentos, documento atualizado comprobatório da contratação do referido serviço.

31.6.9 Do SESTR Coletivo

31.6.9.1 Os empregadores rurais ou equiparados, que sejam obrigados a constituir SESTR Próprio ou Externo, poderão optar pelo SESTR Coletivo, desde que estabelecido em acordos ou convenções coletivos de trabalho e se configure uma das seguintes situações:

a) vários empregadores rurais ou equiparados instalados em um mesmo estabelecimento;

b) empregadores rurais ou equiparados, que possuam estabelecimentos que distem entre si menos de cem quilômetros;

c) vários estabelecimentos sob controle acionário de um mesmo grupo econômico, que distem entre si menos de cem quilômetros;

d) consórcio de empregadores e cooperativas de produção.

31.6.9.2 A Delegacia Regional do Trabalho, ouvida a CPRR, credenciará o SESTR Coletivo, que deverá apresentar:

a) a comprovação do disposto no item anterior;

b) a relação dos profissionais que compõem o serviço, mediante comprovação da habilitação requerida.

31.6.9.3 O SESTR Coletivo poderá ser descredenciado pela autoridade regional competente do MTE, ouvida a CPRR sempre que não atender aos critérios estabelecidos nesta Norma Regulamentadora.

31.6.9.4 Responderão solidariamente pelo SESTR Coletivo todos os seus integrantes.

31.6.10 As empresas que mantiverem atividades agrícolas e industriais, interligadas no mesmo espaço físico e obrigados a constituir SESTR e serviço equivalente previsto na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, poderão constituir apenas um desses Serviços, considerando o somatório do número de empregados, desde que estabelecido em convenção ou acordo coletivo.

31.6.11 O dimensionamento do SESTR Próprio ou Coletivo obedecerá ao disposto no Quadro I desta Norma Regulamentadora.

Quadro I

Nº de Trabalhadores
Profissionais Legalmente Habilitados
Eng. Seg.
Méd. Trab.
Téc. Seg.
Enf. Trab.
Aux. Enf.
51 a 150


1


151 a 300


1

1
301 a 500

1
2

1
501 a 1000
1
1
2
1
1
Acima de 1000
1
1
3
1
2

31.6.12 O empregador rural ou equiparado deve contratar os profissionais constantes no Quadro I, em jornada de trabalho compatível com a necessidade de elaboração e implementação das ações de gestão em segurança, saúde e meio ambiente do trabalho rural. 31.6.13 O SESTR Externo e Coletivo deverão ter a seguinte composição mínima:
Quadro II
Nº de Trabalhadores
Profissionais Legalmente Habilitados
Eng. Seg.
Méd. Trab.
Téc. Seg.
Enf. Trab.
Aux. Enf.
Até 500
1
1
2
1
1
500 1000
1
1
3
1
2
Acima de 1000
2
2
4
2
3

sábado, 14 de abril de 2012

Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT

A Lei nº 8.213/91 determina no seu artigo 22 que todo acidente de trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS, sob pena de multa em caso de omissão.

Tipos de CAT

a) CAT inicial – acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho.

b) CAT reabertura – reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS

c) CAT comunicação de óbito – falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.

A comunicação em epígrafe deverá ser feita ao INSS, em 24 horas úteis, em seis vias, com a seguinte destinação:

1) ao INSS
2) à empresa
3) ao segurado ou dependente
4) ao sindicato de classe do trabalhador
5) ao Sistema Único de Saúde (SUS)
6) à Delegacia Regional do Trabalho



quinta-feira, 5 de abril de 2012

QUEIMADURAS








As queimaduras são lesões causadas por calor, substâncias corrosivas, líquidos e vapores, podendo ocorrer também pelo frio intenso e por radiação solar e elétrica.

Quando apenas a pele é afetada, chamamos de queimadura superficial. Ocorrem vermelhidão, inchaço e até bolhas. Se o tecido subcutâneo é comprometido, a queimadura é profunda, ficando a pele muito vermelha ou escura, podendo inclusive, soltar água.

Considerando a profundidade, as queimaduras são classificadas em:

Primeiro grau: quando a lesão é superficial. Aparecerão vermelhidão, inchaço e dor.

Segundo grau: quando a ação do calor é mais intensa. Além da vermelhidão, aparecem bolhas ou umidade na região afetada. A dor é mais intensa.

Terceiro grau: há destruição da pele. Atingem gorura, músculo e até ossos. Pela destruição das terminações nervosas, ocorre pouca ou nenhuma dor. A pele apresenta-se esbranquiçada ou carbonizada.


A extensão da área queimada é, muitas vezes mais importante do que a profundidade da
lesão para determinar a gravidade. É o caso de uma queimadura de primeiro grau, que, por exemplo, pode atingir uma ampla área do corpo.
A extensão é medida em porcentagem da área total da superfície do corpo. É a "regra dos
nove", que divide o corpo em áreas de aproximadamente 9%, utilizada para calcular
a extensão da queimadura e decidir o tipo de tratamento, conforme a figura ao lado.
A queimadura sempre exige socorro imediato !


Como proceder?

• Se a roupa estiver pegando fogo, abafe com um cobertor. Mantenha a pessoa deitada.

• Se a roupa estiver molhada, retire-a imediatamente. O tecido mantém o calor do líquido.

• Retire da área queimada qualquer roupa apertada. Não se esqueça de que as queimaduras podem causar inchaços.

• Cubra suavemente a queimadura com um pano limpo de tecido de algodão (lençol, fronha, fralda ou lenço). Evite tecidos sintéticos.

O que não fazer?

• Nuca passe óleo, manteiga, creme ou loção anti séptica.

• Não tente retirar pedaços de roupa queimada que tenham grudado na pele.

• Não mexa na queimadura, principalmente se a pele estiver levantando.

• Nunca arranque a pele.

• Não fure a bolha.

• Não passe material felpudo ou chamuço de algodão.

Quando procurar um médico?

• Quando a queimadura tiver mais de um palmo.

• Se a pele tiver sido destruida.

• Quando não souber definir a gravidade da queimadura, em especial se tiver atingido o rosto, mãos ou pés.

• Se, após três dias, a queimadura não começar a cicatrizar.

As queimaduras na boca e na garganta são muito perigosas porque causam rapidamente inchaço e inflamação das vias respiratórias, que pode bloquear a passagem de ar, com sério risco de asfixia. Há necessidade de cuidados médicos urgentes.


Queimadura de sol


A queimadura solar tem sintomas equivalentes às queimdauras leves: a pele fica avermelhada, quente, dolorida e podem aparecer bolhas.

Como proceder?

• Esfrie a pele com banho frio de chuveiro ou chuveiro.

• Se não tiver banheiro ou chuveiro, cubra a pessoa por dez minutos com toalhas
umedecidas em água fria.

• Enxugue a pele delicadamente com toalha macia felpuda ou pano de fralda.

• Aplique loção de calamina (Caladryl) ou outra loção refrescante. Pode ser usado talco mentolado ou compressas frias de bicarbonato de sódio. (1 colher das de café para cada litro de água).

• Mantenha a área coberta e longe do sol por vários dias, até a sensibilidade da pele voltar ao normal.

Insolação
A insolação é um acidente grave provocado por calor excessivo ou exposição direta e prolongada ao sol. É causada por um distúrbio no mecanismo de controle da temperatura do corpo, e pode provocar febre alta, acima de 39º, pulsação acelerada, enjôo
e vômitos, tonturas e até desmaio.

Como socorrer em caso de insolação?

• Dê um banho frio de chuveiro ou banheira, ou cubra o corpo da pessoa com toalhas molhadas em água fria.

• Deite-a em lugar fresco, arejado e à sombra.

• Molhe seus lábios, para aliviar a secura. Dê pequenos goles de água com sal (1 colher de sal para cada litro de água).

• Depois, dê bastante água ou refrigerante para hidratar.

• Jamais dê bebida alcóolica.

Procure um médico se a pessoa desmaiar. Fique atento à respiração e à pulsação

Queimaduras por produtos químicos

As queimaduras por produtos químicos são sempre graves. Geralmente, são causadas por produtos de higiene, cal, gasolina, álcool e cândida (água sanitária).

Como proceder?

• Coloque, imediatamente, a pessoa vestida debaixo de um chuveiro, com a água fria, retirando a roupa em seguida.

• Lave completamente a parte atingida, usando grande quantidade de água corrente.

• Aplique uma atadura esterilizada sobre a região afetada e conduza a vítima imediatamente ao pronto socorro.

Atenção: Não use outros produtos para tentar neutralizar o agente causador da queimadura. Isso pode agravar ainda mais as lesões.

Em caso de queimaduras nos olhos, deixe a água escorrer sobre eles por cinco minutos seguidos, e procure imediatamente socorro médico.

Queimaduras por eletricidade

É muito importante você saber que, quando uma corrente elétrica atinge o corpo, podem ocorrer queimaduras. Embora os danos sejam visíveis, pode ocorrer uma sequência de danos internos.

As queimaduras por eletricidade geralmente são causadas por raio ou correntes de baixa ou alta voltagem. Um choque elétrico pode causar parada cardíaca e respiratória. Nesse caso, a queimadura em si passa a não ser tão importante. Para salvar a vida da vítima, faça reanimação com a máxima urgência.

Em caso de choque elétrico, desligue sem demora a força elétrica, antes de tocar na pessoa.

Não seja você a próxima vítima!
Se você não souber onde ou como desligar a chave geral de energia, não estando a vítima molhada, puxe-a pelas roupas até desgrudá-la da fonte que provocou o choque.

Caso a pessoa esteja presa a um fio elétrico, use um cabo de vassoura para remover o fio.

Em caso de choque em criança que introduziu um objeto de metal em uma tomada elétrica, primeiro desligue a chave geral da caixa de energia elétrica, depois remova a criança.

Geralmente, as queimaduras causadas por eletricidade são profundas, e sempre devem ser examinadas por um médico.

Queimaduras: Conselhos Úteis

• Jamais deixe uma frigideira ou panela com gordura quente no fogão.

• Evite deixar panelas ao alcance de crianças.

• Nunca jogue água sobre o fogo provocado na frigideira pela queima da gordura. Para apagá-lo, tampe a panela ou cubre-a com um pano.

• Vire os cabos das panelas e frigideiras para o lado de dentro ou para o fundo do fogão.

• Em ambiente com criança, mantenha protetores de tomadas.

• Produtos de limpeza, químicos e de higiene pessoal devem ser mantidos londe do alcance de crianças e em lugar seco.

• Álcool e gasolina jamais devem estar ao alcance de menores e sempre distantes de locais onde haja fogo.

• Quando usar churrasaqueira, nunca borrife álcool. Procure formar brasa naturalmente ou gel específico.

CHOQUE ELÉTRICO

O choque elétrico é causado, geralmente, por altas descargas e é sempre grave, podendo provocar distúrbios na circulação sangüínea e até levar à parada cardiorrespiratória.

Como se manifesta?


Dependendo das condições da vítima e das características da corrente elétrica, o acidentado pode apresentar:


• Sensação de formigamento.


• Contrações musculares fracas que poderão tornar-se fortes e dolorosas.


• Inconsciência.


• Dificuldade ou parada respiratória.


• Alteração do ritmo cardíaco ou parada cardíaca.


• Queimaduras.


• Traumatismos como fraturas e rotura de órgãos internos.



No acidente elétrico, a vítima pode ficar presa ou ser violentamente projetada a distância.


É importante distinguir o acidente por corrente de alta voltagem daqueles por corrente de baixa voltagem.


Acidentes Com Correntes de Alta Voltagem


No acidente com fios de alta tensão, portanto de alta voltagem, geralmente há morte instantânea. A vítima sempre está distante do ponto de contato. Ocorrem sempre grandes queimaduras. A eletricidade de alta voltagem pode saltar, ou seja, formar um arco de até

18 metros de altura.

Ao socorrer uma vítima de acidente com alta voltagem, nunca se aproxime antes de ter certeza de que a energia foi interrompida. Fique a uma distância de, no mínimo, 18 metros e mantenha os curiosos afastados.


Como Proceder Em Acidentes Com Correntes de Baixa Voltagem?
A corrente doméstica, utilizada em escritórios, residências, oficinas e lojas, também pode provocar lesões graves e levar a morte.


É importante estar ciente também dos perigos da água no local, por ser um perigoso condutor de eletricidade.


• Desligue o interruptor ou a chave elétrica.


• Afaste imediatamente a vítima do contato com a corrente elétrica, removendo o fio ou condutor elétrico com um material bem seco. É comum usar cabo de vassoura, jornal dobrado, pano grosso dobrado, tapete de borracha ou outro material isolante.


• Puxe a vítima pelo pé ou pela mão, sem lhe tocar a pele. Use para isso pano dobrado ou outro material isolante disponível.


Se houver parada cardiorrespiratória, aplique as manobras descritas no item
Parada Cardiorrespiratória deste manual.

Em caso de queimaduras, cubra-as com uma gaze ou pano bem limpo.


Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas com as pernas elevadas.


Em caso de vitima inconsciente, deite-a de lado.


Se necessário, cubra a pessoa com cobertor e procure mantê-la calma.


Em caso de choque elétrico, após os primeiros socorros, procure ajuda médica imediatamente !

domingo, 1 de abril de 2012

O que são os Ensaios Não Destrutivos? END - ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS

Os Ensaios Não Destrutivos (END) são definidos como testes para o controle da qualidade, realizados sobre peças acabadas ou semi-acabadas, para a detecção de falta de homgeneidade ou defeitos, através de princípios físicos definidos, sem prejudicar a posterior utilização dos produtos inspecionados.
Constituem uma das principais ferramentas do Controle da Qualidade e são utilizados na inspeção de produtos soldados, fundidos, forjados, laminados, entre outros, com vasta aplicação nos setores petroquímico, nuclear, aeroespacial, siderúrgico, naval, auto-peças e transporte rodo-ferroviário.


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