segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Riscos Físicos


        São considerados riscos físicos:
  • ruídos;
  • calor;
  • vibrações;
  • pressões anormais;
  • radiações;
  • umidade.
     
    RUÍDOS
As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e longo prazos provocar sérios prejuízos à saúde.
Dependendo do tempo de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as alterações danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente.
        Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional.
          Limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente
Nível de ruído dB(A)
Máxima exposição diária permissível
85
8 horas
86
7 horas
87
6 horas
88
5 horas
89
4 horas e 30 minutos
90
4 horas
91
3 horas e 30 minutos
92
3 horas
93
2 horas e 40 minutos
94
2 horas e 40 minutos
95
2 horas
96
1 hora e 45 minutos
98
1 hora e 15 minutos
100
1 hora
102
45 minutos
104
35 minutos
105
30 minutos
106
25 minutos
108
20 minutos
110
15 minutos
112
10 minutos
114
8 minutos
115
7 minutos
 
          Conseqüências
        O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso, ocasionando:
  • fadiga nervosa;
  • alterações mentais: perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar idéias;
  • hipertensão;
  • modificação do rítmo cardíaco;
  • modificação do calibre dos vasos sanguíneos;
  • modificação do ritmo respiratório;
  • perturbações gastrointestinais;
  • diminuição da visão noturna;
  • dificuldade na percepção de cores.
    Além destas conseqüências, o ruído atinge também o aparelho auditivo causando a perda temporária ou definitiva da audição.

    Medidas de controle
    Para evitar ou diminuir  os danos provocados pelo ruído no local de trabalho, podem ser adotadas as seguintes medidas:
  • Medidas de proteção coletiva: enclausuramento  da máquina produtora de ruído; isolamento de ruído.
  • Medida de proteção individual: fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI) (nocaso, protetor auricular). O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de eliminar o ruído ou como medida complementar.
  • Medidas médicas: exames audiométricos periódicos, afastamento do local de trabalho, revezamento.
  • Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI, campanha de conscientização.
  • Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI: controlar seu uso.
     
    VIBRAÇÕES

    Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações, as quais podem ser nocivas ao trabalhador.

    As vibrações podem ser:
    Localizadas - (em certas partes do corpo) . São provocadas por ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas.
    Conseqüências: alterações neurovasculares nas mãos, problemas nas articulações das mãos e braços; osteoporose (perda de substância óssea).

    Generalizadas - (ou do corpo inteiro) . As lesões ocorrem com os operadores de grandes máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e tratores. Conseqüências: Lesões na coluna vertebral; dores lombares.

    Medidas de controle:
    Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo de exposição).



    RADIAÇÕES

    São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. Podem ser classificadas em dois grupos:

    Radiações ionizantes:
    Os operadores de raio-x e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas.

    Radiações não ionizantes:
    São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em fornos , ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica, ou ainda raios laser, microondas, etc.

    Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões na pele, etc.

    Medidas de controle:
  • Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação     (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x).
  • Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, luva, perneira e mangote de raspa para soldador , óculos para operadores de forno).
  • Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x).
  • Medida médica: exames periódicos.


    CALOR

    Altas temperaturas podem provocar:
  • desidratação;
  • erupção da pele;
  • câimbras;
  • fadiga física;
  • distúrbios psiconeuróticos;
  • problemas cardiocirculatórios;
  • insolação.

    FRIO

    Baixas temperaturas podem provocar:
  • feridas;
  • rachaduras e necrose na pele;
  • enregelamento: ficar congelado;
  • agravamento de doenças reumáticas;
  • predisposição para acidentes;
  • predisposição para doenças das vias respiratórias.

    Medidas de controle:
  • Medidas de proteção coletiva: ventilação local exaustora com a função de retirar o calor e gases dos ambientes, isolamento das fontes de calor/frio.
  • Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI (ex: avental, bota, capuz, luvas especiais para trabalhar no frio).


    PRESSÕES ANORMAIS

    Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão atmosférica a que normalmente estamos expostos.

    Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. No Brasil, são raros os trabalhadores expostos a este risco.

    Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas de perfuração, caixões pneumáticos e trabalhos executados por mergulhadores. Ex: caixões pneumáticos, compartimentos estanques instalados nos fundos dos mares, rios, e represas onde é injetado ar comprimido que expulsa a água do interior  do caixão, possibilitando o trabalho. São usados na construção de pontes e barragens.

    Conseqüências
    :
  • ruptura do tímpano quando o aumento de pressão for brusco;
  • liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos sangüíneos e morte.

    Medidas de controle
    Por ser uma atividade de alto risco, exige legislação específica (NR-15) a ser obedecida.


    UMIDADE

    As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, são situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas por meio de verificações realizadas nesses locais para estudar a implantação de medida de controle. 

    Conseqüências:
  • doenças do aparelho respiratório;
  • quedas;
  • doenças de pele;
  • doenças circulatórias.

    Medidas de controle:
  • Medidas de proteção coletiva: estudo de modificações no processo do trabalho, colocação de estrados de madeira, ralos para escoamento.
  • Medidas de proteção individual: fornecimento do EPI (ex: luvas, de borracha, botas, aventa para trabalhadores em galvanoplastia, cozinha, limpeza etc).

Riscos de Acidentes

Riscos de Acidentes são todos os fatores que colocam em perigo o trabalhador ou afetam sua integridade física ou moral. São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado. Arranjo físico deficiente - É resultante de: prédios com área insuficiente; localização imprópria de máquinas e equipamentos; má arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou irregulares.
Máquinas e equipamentos sem proteção - Máquinas obsoletas; máquinas sem proteção em pontos de transmissão e de operação; comando de liga/desliga fora do alcance do operador; máquinas e equipamentos com defeitos ou inadequados; EPI inadequado ou não fornecido.
Ferramentas inadequadas ou defeituosas - Ferramentas usadas de forma incorreta; falta de fornecimento de ferramentas adequadas; falta de manutenção.
Eletricidade - Instalação elétrica imprópria , com defeito ou exposta; fios desencapados; falta de aterramento elétrico; falta de manutenção.
Incêndio ou explosão - Armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases; manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos.


    Referências Bibliográficas:
Apostila do componente curricular Segurança do Trabalho I. Professor Hélio Menezes. Escola Técnica Estadual Santa Cruz. 2001.
Biossegurança em Laboratórios de Saúde Pública. Oda, Leila, Ávila, Suzana. Et al. Brasília. Ministério da Saúde, 1998.
http://www.fundeci.com.br/
http://www.btu.unesp.br/mapaderisco.htm

Riscos Químicos


  • Conceitos

    1. Risco Químico:
    É o perigo a que determinado indivíduo está exposto ao manipular produtos químicos que podem causar-lhe danos físicos ou prejudicar-lhe a saúde. Os danos físicos relacionados à exposição química inclui, desde irritação na pele e olhos, passando por queimaduras leves, indo até aqueles de maior severidade, causado por incêndio ou explosão. Os danos à saúde pode advir de exposição de curta e/ou longa duração, relacionadas ao contato de produtos químicos tóxicos com a pele e olhos, bem como a inalação de seus vapores, resultando em doenças respiratórias crônicas, doenças do sistema nervoso, doenças nos rins e fígado, e até mesmo alguns tipos de câncer.
      Agentes de Risco Químico
    Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, nevoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
      Barreira de contenção para agentes químicos
    São dispositivos ou sistemas que protegem o operador do contato com substâncias químicas irritantes, nocivas, tóxicas, corrosivas, líquidos inflamáveis, substâncias produtoras de fogo, agentes oxidantes e substâncias explosivas
      Ponto de Auto-Ignição

    É a temperatura mínima em que ocorre uma combustão, independente de uma fonte de calor.

      Ponto de Combustão
    É a menor temperatura em que vapores de um líquido, após inflamarem-se pela passagem de uma chama piloto, continuam a arder por 5 segundos, no mínimo.

      Ponto de Fulgor
    É a menor temperatura em que um líquido libera suficiente quantidade de vapor para formar uma mistura com o ar passível de inflamação, pela passagem de uma chama piloto. A chama dura no máximo 1 segundo.
      Incompatibilidade
    Condição sobre a qual determinadas substâncias se tornam perigosas quando manipuladas ou colocadas próximas a outras, com as quais poderão reagir criando situações de risco.


    Ao lidarmos com produtos químicos é necessário ter ciência da importância de estarmos verificando a cada etapa dos procedimentos, os seguintes requisitos:
      1.  Recebimento dos proutos químicos:
    O recebimento constitui a primeira etapa da manipulação destes produtos.
    -  Identificação
    -  Registro
    -  Controle de entrada
    A.  Produtos sólidos e líquidos

    -  Verificação do estado da embalagem quanto a danos ou ausência de rótulos
    -  Dados do rótulo - observar estes dados devem oferecer informações claras a respeito das características físico-químicas do produto, nível de toxicidade, cuidados específicos, neutralizantes a serem utilizados em caso de rompimentos, derramamento ou outro acidente
    -  Verificação do prazo de validade
    -  Presença da ficha de segurança
    B.  Gases comprimidos

    -  Verificação do estado dos cilindros, garrafas e botijões - devem ser recusados caso apresentem qualquer dano aparente
    -  Verificação do prazo de validade
    -  Inspeção das válvulas quanto à vedação
    -  Verificação das cores do capacete quanto ao cumprimento das normas da ABNT. Por exemplo no caso do nitrogênio - parte superior preto e parte inferior cinza
    -  Verificação da existência das etiquetas de identificação fixados no produto
      2.  Identificação dos produtos químicos
    Ao lidar com produtos químicos, a primeira providência é ler as instruções do rótulo, no recipiente ou na embalagem, observando a classificação quanto ao risco à saúde (R) que ele oferece e à medidas de segurança para o trabalho (S). Por exemplo: um produto químico X tem R-34 e S-10, isto significa que ele é um produto que provoca queimaduras e que deve ser mantido úmido. Portanto, conhecer a classificação, torna-se possível obter-se informações quanto a forma correta de manipular, estocar, transportar e descartar os resíduos do produto. Referente ao transporte, observar, também, a forma como foi acondicionado e embalado e adotar os mesmos cuidados para realizá-lo com segurança.
    A rotulagem por intermédio de símbolos e textos de avisos são precauções essenciais de segurança.
    Os rótulos ou etiquetas aplicados sobre uma embalagem devem conter em seu texto as informações que sejam necessárias para que o produto ali contido seja tratado com toda a segurança possível.
    É perigoso reutilizar o frasco de um produto rotulado para guardar qualquer outro diferente, ou mesmo colocar outra etiqueta sobre a original. Isto pode causar acidentes.
    Quando encontrar uma embalagem sem rótulo, não tente adivinhar o que há em seu interior. Se não houver possibilidade de identificação, descarte o produto.


    Classificação:
    Determinados peróxidos orgânicos; líquidos com pontos de inflamação inferior a 21oC, substâncias sólidas que são fáceis de inflamar, de continuar queimando por si só; liberam substâncias facilmente inflamáveis por ação da umidade.
    Precaução:
    Evitar contato com o ar, a formação de misturas inflamáveis gás-ar e manter afastadas de fontes de ignição.


    Classificação:
    Líquidos com ponto de inflamabilidade inferior a 0o C e o ponto máximo de ebulição 35oC; gases, misturas de gases (que estão presentes em forma líquida) que com o ar e a pressão normal podem se inflamar facilmente.
    Precauções:
    Manter longe de chamas abertas e fontes de ignição.


    Classificação:
    São agentes químicos que, ao serem introduzidos no organismo por inalação, absorção ou ingestão, podem causar efeitos graves e/ou mortais.
    Precaução:
    Evitar qualquer contato com o corpo humano e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.


    Classificação:
    A inalação, ingestão ou absorção através da pele, provoca danos à saúde na maior parte das vezes, muito graves ou mesmo a morte.
    Precaução:
    Evitar qualquer contato com o corpo humano e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.


    Classificação:
    Estes produtos químicos causam destruição de tecidos vivos e/ou materiais inertes.
    Precaução:
    Não inalar os vapores e evitar o contato com a pele, os olhos e vestuário.


    Classificação:
    São agentes que desprendem oxigênio e favorecem a combustão. Podem inflamar substâncias combustíveis ou acelerar a propagação de incêndio.
    Precaução:
    Evitar qualquer contato com substâncias combustíveis. Perigo de incêndio. O incêndio pode ser favorecido dificultando a sua extinção.


    Classificação:
    São agentes químicos que por inalação, absorção ou ingestão, produzem efeitos de menor gravidade.
    Precaução:
    Evitar qualquer contato com o corpo humano, e observar cuidados especiais com produtos cancerígenos, teratogênicos ou mutagênicos.

    Classificação:
    Este símbolo indica substâncias que podem desenvolver uma ação irritante sobre a pele, os olhos e o trato respiratório.
    Precaução:
    Não inalar os vapores e evitar o contato com a pele e os olhos.


    Classificação:
    São agentes químicos que pela ação de choque, percussão, fricção, produzem centelhas ou calor suficiente para iniciar um processo destrutivo através de violenta liberação de energia.
    Precaução:
    Evitar atrito, choque, fricção, formação de faísca e ação do calor.
      Referências Bibliografias:
    Departamento de química - UFPR Segurança do trabalho e Ambiente . Acessado em 05.04.04 disponível em: http://www.quimica.ufpr.br.
    BRASIL.Portaria nº 3.214 de 8 de junho de 1978 Aprova as normas regulamentadoras que consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. NR-9 .Programa de prevenção de riscos ambientais.
    SAVARIZ, M. C.. Manual de Produtos Perigosos - Emergência e Transporte. 2a Edição. Sagra - DC Luzzatto - Porto Alegre - RS - 1994.
  • Os Primeiros Cuidados a Serem Tomados
  • Rotulagem - Símbolos de Risco
  • Facilmente Inflamável (F)
  • Extremamente Inflamável (F+)
  • Tóxicos (T)
  • Muito Tóxico (T+)
  • Corrosivo ( C )
  • Oxidante (O)
  • Nocivo (Xn)
  • Irritante (Xi)
  • Explosivo (E)
  • Tipos de Riscos


    Os riscos no ambiente laboral podem ser classificados em cinco tipos, de acordo com a Portaria n0 3.214, do Ministério do Trabalho do Brasil, de 1978. Esta Portaria contem uma série de normas regulamentadoras que consolidam a legislação trabalhista, relativas à segurança e medicina do trabalho. Encontramos a classificação dos riscos na sua Norma Regulamentadora n0 5 (NR-5):

  • Riscos e seus agentes

    1. 1. Riscos de acidentes
    Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação vulnerável e possa afetar sua integridade, e seu bem estar físico e psíquico. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.

      2. Riscos ergonômicos
    Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho, etc.

      3. Riscos físicos
    Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.

      4. Riscos químicos
    Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos gases, neblinas, névoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

      5. Riscos biológicos
    Consideram-se como agentes de risco biológico as bactérias, vírus, fungos, parasitos, entre outros.

      Referências Bibliográficas
    BRASIL. Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1978 NR - 5. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. In: SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. 29. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 489 p. (Manuais de legislação, 16).

    Riscos Ergonômicos


    A ergonomia ou engenharia humana é uma ciência relativamente recente que estuda as relações entre o homem e seu ambiente de trabalho e definida pela Organização Internacional do Trabalho - OIT como "A aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar o ajustamento mútuo, ideal entre o homem e o seu trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem-estar no trabalho".
    cos ergonômicos são os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador, proporcionando-lhe desconforto ou doença.
    São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina intensa.
    Os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e estado emocional, comprometendo sua produtividade, saúde e segurança, tais como: LER/DORT, cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, alteração do sono, diabetes, doenças nervosas, taquicardia, doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas de coluna, etc.
    Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador, é necessário um ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade, conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho, melhores condições no local de trabalho, modernização de máquinas e equipamentos, melhoria no relacionamento entre as pessoas, alteração no ritmo de trabalho, ferramentas adequadas, postura adequada, etc.



      Referências Bibliográficas:
    Biossegurança em Laboratórios de Saúde Pública. Oda, Leila, Ávila, Suzana. Et al. Brasília. Ministério da Saúde, 1998.
    http://www.fundeci.com.br/
    http://www.btu.unesp.br/mapaderisco.htm

    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    Ruídos em canteiro de obras



    SERRAS CIRCULARES DE BANCADAS
    Nível sonoro: 100 – 107 dB(A)
    Causa do ruído: radiação sonora emitida pelo motor elétrico, pela transmissão e pelo disco da serra, além da vibração do material trabalhado.

    SERRAS CIRCULARES
    Nível  sonoro: 101 – 109 dB(A)
    Causa do ruído: radiação sonora emitida pelo motor elétrico e seus elementos de transmissão e principalmente pelo contato entre o disco abrasivo e o material trabalhado.

    LIXADEIRAS MANUAIS E PNEUMÁTICAS
    Nível: 98-108  sonoro: dB(A)
    Causa do ruído: atrito do disco abrasivo no material, ao funcionamento do motor e a vibração transmitida ao material trabalhado. Em máquinas pneumáticas, o ruído é gerado pelo escoamento turbulento da exaustão de ar.

    FURADEIRAS ELÉTRICAS PORTÁTEIS
    Nível  sonoro: 90-99 dB(A)
    Nível  sonoro: 92-101 dB(A) – furadeira de impacto
    Causa do ruído: o ruído é gerado pelo motor elétrico, por elementos de transmissão  e pelas vibrações da própria broca ou outra ferramenta acoplada  e pela radiação sonora emitida pelo material trabalhado.
    No caso de perfuração combinada  com percussão (2.200 a 2.600 impactos por minuto), predomina o som devido a percussão .

    ROMPEDORES ELÉTRICOS E PNEUMÁTICOS
    Nível  sonoro: 103-115 dB(A)
    Causa do ruído: O ruído é gerado pelo corpo da máquina, mas principalmente pelo contato entre a ferramenta do rompedor e a superfície do material trabalhado e quando o equipamento é pneumático, pelo escoamento turbulento de exaustão do ar.

    BETONEIRAS
    Nível  sonoro: 82-92 dB(A)
    Causa do ruído: O ruído dessas máquinas depende das condições de instalação, da potência, da capacidade volumétrica, do nível de carga, do material trabalhado e manutenção.  A radiação sonora é emitida pelo conjunto motor/redutor e pelo impacto dos agregados com o corpo ou parede da cuba de mistura.

    COMPRESSORES
    Nível  sonoro: sem tratamento acústico- 85-95dB(A); com tratamento acústico – 70 dB (A)
    Causa do ruído: turbulência do fluxo de ar devido à passagem não suave do fluido pelo interior do compressor; separação do fluxo causado pela sua interação nas partes rotativas (rotores) e nas partes fixas (estatores); fluxo não estacionário (irregular) nas pás dos rotores, que gera ruído na frequência de rotação e nos seus harmônicos. Soma-se a isso as radiações sonoras do motor e do sistema de refrigeração.

    MARTELO
    Nível  sonoro: Os níveis médios de pressão sonora podem atingir valores de 109 a 142 dB(A), principalmente em tarefas de desforma de pisos, vigas, pilares e escadas de concreto, podendo ultrapassar, inclusive, os limites máximos admissíveis de exposição sonora  (140 dB medido na escala linear0, o que, na falta de proteção adequada, caracterizaria a tarefa como grave e risco iminente.
    Causa do ruído: O impacto da base do corpo do martelo com a cabeça de pregos ou sobre determinada superfície.

    SERROTES
    Nível  sonoro: 75-81dB(A)
    Causa do ruído: O ruído é gerado pelo contato direto entre a serra e o material trabalhado.

    VIBRADORES DE CONCRETO
    Nível  sonoro: 85-90 dB(A)
    Causa do ruído: A haste emite um som desagradável de alta frequência, que se nota sobretudo quando o vibrador toca na armadura metálica e na forma de trabalho.

    COMPACTADORES
    Nível  sonoro: à combustão  91 dB(A)
    Causa do ruído: O ruído é gerado pelo motor e pelos elementos de percussão . No caso de compactadores à combustão; o ruído é maior em razão do tipo de motor utilizado e do escape de gases.

    CONTROLE
    As exposições ao ruído em certas tarefas, como por exemplo, as que requerem o uso de martelos pneumáticos, policortes e betoneiras podem ser reduzidas por meio de medidas administrativas. Essas medidas consistem:
    1-Treinamento do trabalhador para evitar exposições desnecessárias, escolha de equipamentos adequados à atividade executada, distanciamento de operadores de máquinas  ruidosas em tarefas simultâneas para diminuir  o nível de exposição individual
    2-Planejamento, implantação e disposição adequada das tarefas e máquinas, como por exemplo, a segregação de tarefas muito ruidosas sempre que possível,
    3-Limitação de acesso de trabalhadores em áreas onde se vão realizar tarefas bastante ruidosas para diminuir o número de  expostos,
    4-Implantação de um sistema rígido de fiscalização no uso de protetores auriculares.  

    Fonte: Fundacentro
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    quarta-feira, 12 de setembro de 2012

    Cadastramento da Comunicação de Acidente de Trabalho-CAT

    Esta aplicação possibilita cadastrar a "Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT" junto ao INSS, para facilitar e agilizar o registro dos Acidentes de Trabalho e das Doenças Ocupacionais, pelo Empregador, havendo ou não afastamento do trabalho por parte do acidentado.
    A aplicação permite também imprimir o formulário da CAT em branco para preenchimento das informações do Empregador, do Acidentado, do Acidente e do Atestado Médico.
    O documento só será cadastrado com todas as informações preenchidas.
    Estamos atualizando o aplicativo de Cadastramento da Comunicação de Acidente de Trabalho, para isso os usuários que tenham a aplicativo instalado em seu equipamento deve desinstalar o aplicativo e fazer o download da nova versão.
    O Empregador deverá acessar essa página e fazer o download da aplicação CAT. Após o download, executar o programa catsetup.exe para instalar a aplicação em seu equipamento. Para iniciar o Sistema CAT, clicar no ícone que será criado na área de trabalho do Windows durante a instalação.
    A aplicação a ser instalada em seu equipamento não serve para simulação devendo ser utilizada somente para cadastramento das Comunicações de Acidente de Trabalho, ou Doenças Ocupacionais, que tenham ocorrido e não foram registradas até o momento.
    Clicar em download para copiar o programa de instalação do CAT via Internet para seu computador.
    Instruções para desinstalar,clique aqui Download do CAT
    Em caso de problemas,clique aqui

    segunda-feira, 10 de setembro de 2012

    Riscos Ambientais - Classificação

    |

    classificação dos riscos ambientaisA classificação dos riscos ambientais é dada pela Portaria Nº. 25 de 29 de Dezembro de 1994, através da sua Tabela I. Estes Riscos foram divididos em 5 grupos distintos com cores padronizadas, no intuito de facilitar a visualização e identificação pelo trabalhador, sendo eles: Riscos Físicos (verde), Riscos Químicos (vermelho), Riscos Biológicos (marrom), Riscos Ergonômicos (amarelo) e Riscos de Acidentes (azul).



    Riscos Físicos
    São agentes de risco que se propagam por meio físico, causadores em potencial de doenças ocupacionais.
    Ruído: reduz a capacidade auditiva do trabalhador, a exposição intensa e prolongada ao ruído atua desfavoravelmente sobre o estado emocional do indivíduo com consequências imprevisíveis psicossomáticos. De modo geral, quanto mais elevado os níveis encontrados, maior o número de trabalhadores que apresentarão início de surdez profissional e menor será o tempo em que este e outros problemas se manifestarão.
    É aceito ainda que o ruído elevado influa negativamente na produtividade, além de ser frequentemente o causador indireto de acidentes do trabalho, quer por causar distração ou mau entendimento de instruções, quer por mascarar avisos ou sinais de alarme.
    Vibrações: as vibrações podem ser divididas em duas categorias: vibrações localizadas e vibrações de corpo inteiro. (Ex. trabalho com britadeira, etc.).
    Radiações Ionizantes: oferecem sério risco à saúde dos indivíduos expostos. São assim chamadas, pois, produzem uma ionização nos materiais sobre os quais incidem, isto é, produzem a subdivisão de partículas inicialmente neutras em partículas eletricamente carregadas.
    As radiações ionizantes são provenientes de materiais radioativos como é o caso do raio gama (g), ou são produzidas artificialmente em equipamentos, como é o caso dos raios X.
    Radiações Não Ionizantes: são de natureza eletromagnética e seus efeitos dependerão de fatores como duração e intensidade de exposição, comprimento de onda de radiação, região do espectro em que se situam e etc.(ex. solda elétrica, etc.).
    Temperaturas Extremas (Frio ou Calor): as temperaturas extremas são as condições térmicas rigorosas, em que são realizadas diversas atividades profissionais, seja em ambiente quente ou frio (Ex.: trabalho de abastecimento de forno a lenha, trabalho realizado no interior de câmaras frigoríficas).
    Pressões Anormais: as pressões são encontradas principalmente em trabalhos submersos (Ex.: mergulho para manutenção de plataformas de petróleo, etc.).
    Umidade: as atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores.
    Riscos Químicos
    São os agentes ambientais causadores em potencial de doenças profissionais devido à sua ação química sobre o organismo dos trabalhadores, podendo ser absorvidos pelas vias respiratórias, cutâneas (pela pele) ou através de ingestão. Podem ser encontrados tanto na forma sólida, como líquida ou gasosa.
    Riscos Biológicos
    São micro-organismos causadores de doenças com as quais pode o trabalhador entrar em contato, no exercício de diversas atividades profissionais.
    Vírus, bactérias, parasitas, fungos e bacilos são exemplos de micro-organismos aos quais frequentemente ficam expostos médicos, enfermeiros, funcionários de hospitais, sanatórios e laboratórios de análise biológicos, lixeiros, lavradores, tratadores de animais, trabalhadores de curtume e de estações de tratamento de esgoto, etc. (Ex.: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela, HIV, etc.).
    Riscos Ergonômicos
    São aqueles relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes à execução das atividades profissionais. Estes fatores podem produzir alterações no organismo e estado emocional dos trabalhadores, comprometendo a sua saúde, segurança e produtividade.
    Exemplos: iluminação inadequada, levantamento e transporte manual de pesos, movimentos viciosos, trabalho de pé, esforço físico intenso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, desconforto acústico, desconforto térmico, mobiliário inadequado, etc.
    Riscos de Acidentes
    São qualquer circunstância ou comportamento que provoque alteração da rotina normal de trabalho com potencial de causar acidente.
    As condições ambientais relativas ao processo operacional, como por exemplo, procedimentos inadequados que envolvam a manipulação de materiais perfuro-cortantes, cilindros de gases comprimidos soltos e sem a proteção da válvula, máquinas desprotegidas, ferramentas inadequadas, etc., são chamadas de riscos de acidente.
    CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES.







    Trabalhar em Segurança em Atmosfera Explosivas

    Ar Comprimido

    Analise de Segurança do Trabalho